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Enlaçados


The crack up - Charles Blackman

Alguns laços nunca desatam. Ela compreendeu isso depois de deixar o filho na porta da casa do pai. O homem olhou-a nos olhos e demorou-se. Ela também demorou ali naquele olhar. E naquela fração de segundos, toda a história deles passou como um clarão de um raio na memória. Mas depois da luz, veio o estrondo forte do término. Das brigas, desentendimentos, descompassos. Não conseguiram mais seguir seus planos juntos. Divorciaram-se. Porém alguns laços nunca desatam. E o filho era aquele nó. Não adiantava ela ou ele tentar puxar o filho só para si. O nó apertaria mais e nó apertado dói. Cada um deles teria que viver com o outro, mesmo separados, mas mantendo aquele laço firme, sem deixar desatar, tampouco arrebentar. Somente com o passar dos anos, depois que mãe e pai fizessem cada um seu papel, é que esse nó aos poucos irá afrouxar. Não se partir por completo, apenas desapertar. E, assim, deixar cada um seguir - enlaçados, porém livres.

Solidão acompanhada


Supper Time - Horace Pippin

- Como foi seu dia, filha? - Foi bom. Normal. E o seu, pai? - Trabalhando muito. Ambos olharam para a mãe, dona de casa. Não perguntaram a ela como foi seu dia, pois já sabiam que nada demais teria ocorrido por ali, já que nada demais ocorria na vida deles - que saíam de casa, entravam em contato com todo tipo de gente e situações diversas - como que seria diferente ali dentro daquela casa? E não era diferente, de fato. Ao final do jantar - que era uma repetição do almoço - pai e filha se dirigiam aos seus quartos. Davam boa noite. Fingiam educação. Fingiam se importar com que a noite do outro fosse boa. E a mãe - que ficava para trás, para limpar a sujeira e organizar a bagunça - observava todo aquele fingimento automático da rotina. Observava que, ao fecharem suas portas, eles mergulhavam nas suas solidões. E seguiam assim: sozinhos, porém acompanhados. Em quartos vizinhos. Em uma vida compartilhada. Que quase sempre não levava a nada.

A lição do curió


Red Bird - Harold Braul

Coração batia ansioso. Sabia que tinha feito a coisa certa. Mas sentia que iria ser castigado. É que foi mexer com o que não era da sua conta. Mas aquilo parecia está tão errado! Tinha que ter agido. Agiu, mas agora estava a espera das consequências.
O avô voltou para a casa. Olhou para o neto claramente apreensivo. Sabia que ele tinha aprontado alguma. E confirmou sua intuição ao encontrar aberta a gaiola do seu curió. Respirou fundo e foi ao encontro do garoto. O menino, já com olhos cheios d'água, viu a mão aberta do avô se aproximar dele e fechou os olhos com a intensidade da violência que esperava. Mas acabou sentindo um afagar calmo no alto da sua cabeça. Desconfiado, abriu os olhos e encarou o rosto tranquilo do avô. O menino aprendeu naquele dia que nem sempre podia deixar de agir corretamente por medo de encarar a força dos que agem errado. E que agir corretamente, por iniciativa própria, pode acabar corrigindo erros alheios.


História real



The pages of time - Shiori Matsumoto

A pequena princesa passava dentro de um carro blindado e discreto, para não chamar atenção. Observava as tantas pessoas que por ali circulavam, tiravam fotos, exaltando aqueles monumentos. Sabia que aqueles prédios ornamentados e aquelas artes monumentais, espalhados pela cidade e tão famosos no mundo inteiro, foram erguidos e projetados em homenagem aos seus antepassados da realeza a que pertencia. Eram presentes e honrarias conseguidos graças às riquezas dos antepassados da maioria daqueles tantos turistas. Sabia que houve muita exploração para que a sua cidade fosse tão brilhante e encantadora como hoje o mundo a considerava. E, apesar disso, lá estavam todos aqueles turistas apreciando, aplaudindo e rindo diante desses monumentos da sua família real. Esse fato ela sempre observava, mas nunca conseguia compreender. Ela não encontrava lógica na história. História essa a que ela, sem querer, pertencia.

Solução racional


Long day - Ed Hofer

Ouviu os pais dizendo que teriam que tirar o Bob de casa. Arquitetavam a ideia de levá-lo para um lugar bem distante, soltar a coleira e deixá-lo para trás. Pelo o que ele entendeu, já não havia espaço para cachorro grande naquela casa. O menino-adolescente retornou pensativo para o quarto, onde encontrou seu querido Bob. Enquanto o cachorro saltitava alegre aos seus pés, ele pensou no quão triste era aquela ideia. Bob era um simples cão, que desde filhote vivia ali na sua casa. Pensou no potencial racional que Bob tinha, então: como ele iria se virar para sobreviver? Para se abrigar das chuvas? Para se alimentar? Onde teria água limpa para beber? Não achava aquilo justo, jogar na rua um ser que nem pensar direito sabia. Logo, encontrou uma solução.
No outro dia, a mãe foi acordar o filho e encontrou a cama vazia e um bilhete com a seguinte mensagem: "Já que a casa não tem mais espaço para um cachorro grande, imagina para um homem que cresce muito mais que um cachorro. Cuidem do Bob. Eu saberei me cuidar". Bob, aos pés da dona, não saltitava alegre.

Ambição própria


Caretaker - Sally Storch


No caminho para deixar os filhos no colégio, ela passava sempre em frente a uma imobiliária. Parava diante da vitrine e ficava observando uma maquete de uma grande casa. Deixava alguns minutos de seu dia passar ali, parada, a reforçar dia após dia aquela sua única ambição: ser proprietária de uma casa. Sempre viveu de aluguel. E viver na casa dos outros era algo com o qual ela nunca se conformava. Mas o marido, que possuía um salário muito baixo, afirmava que eles deveriam investir na educação dos filhos e não numa casa própria. Ela concordava, com a esperança que os filhos, no futuro, retribuíssem o esforço dos pais, dando a estes uma casa para chamar de sua. E repetia, sempre que podia, esse encargo aos meninos. Ela só não notava a indiferença deles, que sempre passavam direto pela imobiliária, sem nem ao menos olhar a vitrine. A mãe não compreendia que cada um já tinha suas próprias ambições para perseguir.

Passarinhado

Flight of the mind - Christian Schloe

Era considerado o pior filho para sua mãe. Teve os piores rendimentos na escola. Não conseguiu nenhum emprego desses taxados como “de sucesso” pela sociedade. Nenhuma mulher, que se envolvia com ele, passou perto de pensar em tê-lo como marido. E nada de muito interessante lhe ocorria na vida. Isso tudo porque todos o achavam surdo. Mas o que ninguém sabia – e nem tentavam compreender – era que aquele homem nascera com uma cantoria constante de pássaros nos ouvidos. Desde o nascimento, chorou porque ouviu os passarinhados. Cresceu com os passarinhados. Vivia com os passarinhados. E quando ele tentava entender porque ele era tão destratado por todos, ele só conseguia pensar que os passarinhos que cantavam nos ouvidos das outras pessoas deviam ser péssimos cantores para lhes provocar tamanha falta de carinho pelo próximo. Só os seus passarinhos, por ele, tinham carinho.

A partida


Retirantes - Carybé

Partiu. Pegou o pouco que sobrava de útil. Colocou no ombro. Partiu. Pensou que iria sozinho. Pensava que só nele existia aquela coragem de partir. Mas, meio caminho andado, teve aquela sensação súbita de que era preciso olhar para trás. Relutou em olhar. Não queria sentir saudade antecipada. Não queria correr o risco de olhar para trás e voltar, sem querer. Porque às vezes a gente não consegue impedir os impulsos de voltar a ser o que a gente sempre foi. Tinha coragem, sim. Mas não mentia sobre seus receios de mudanças. Mais meio caminho andado, parou e olhou para trás. O que viu o motivou a seguir. Lá atrás, com o pouco que sobrava de útil, a mulher e a filha o seguiam. Elas partiam. Apesar de nunca ter notado, elas também tinham a coragem de partir. E saber que partiam juntos era o que faltava para consolidar aquela sua determinação. Voltou a olhar para frente. Continuou partindo.

Uma deusa


Lady with a muff - Gustav Klimt

Era uma deusa e não sabia. Acordava junto com o sol. Seus passos transformavam o dia. O toque suave de seus dedos acordava o sono de suas crianças. O café que preparava tinha o poder mágico de dar força para seu homem enfrentar os desafios da rotina. Controlava o tempo. Preparava-se para o trabalho ao tempo que embarcava as crianças no ônibus escolar. Selava a sorte diária do marido com o tocar de seus lábios. Partia para o corre-corre, bela, discreta, mas sempre encantadora. Tomava as decisões sem nunca deixar de ponderar o bem-estar de todos. Retocava o batom, enquanto retornava para o seu lar. As crianças eram postas para estudar. Alimentava a família. Com um suspiro, determinava o anoitecer. Com sua voz angelical, introduzia as crianças no mundo dos sonhos. Satisfazia o marido. E acalmava-se, por fim. Tantos destinos em suas mãos, tantos detalhes. Era uma deusa e ninguém sabia.

Última lição - o vazio da morte


Death and Life - Gustav Klimt


Aos dez anos, suportou a morte de seu pequeno peixe. O pai optou por preencher o vazio dele com um cachorrinho - que viveria mais. Aos vinte anos, a morte levou esse cachorrinho. A dor foi maior e o pai lastimou não ter previsto tamanho sofrimento. O jovem desistiu de criar animais; resolveu preencher o vazio com os humanos. A dor persistiu: ora a morte resolve levar seus avós queridos, ora os amigos próximos desapareciam como se tivessem morrido. O homem resolve, então, constituir uma família - esposa, filho e filha. A esperança do resto da vida ao lado desses preencheu seu novo vazio. Mas eis que recebe a notícia do aproximar da morte do pai e percebe que logo teria que suportar um vazio lancinante. Chorando no leito do seu velho, ouviu sair da boca deste essas palavras:
“Meu filho, me perdoe. Há muitos anos atrás, eu perdi a oportunidade de lhe ensinar a viver de verdade. Quando você tinha dez anos, com o seu pequenino peixe morto nas mãos, eu deveria ter lhe ensinado que a morte é insuperável e que ela faz parte da vida. Aceitá-la é viver. Mas ao invés disso, ensinei-o a preencher o vazio e agora você é um homem triste, cheio de lembranças vazias, sofrimentos calados, dores profundas… Isso foi o maior mal que cometi em vida, então peço que me perdoe e aprenda essa última lição. Aprenda, por favor, pois só assim posso morrer mais vívido e deixar você viver sem vazios”.
Essas palavras foram como raio de luz na escuridão da alma daquele homem que chorava. E o olhar iluminado do filho foi suficiente para o pai compreender que conseguiu seu perdão. A morte veio tantas outras vezes. O vazio, não.

Som do café


Xícaras - Valéria Vidigal

Ele gostava de ouvir o barulho da cafeteira em plena seis da manhã. Sentava ao lado da máquina e silenciosamente esperava pelos roncos da água quente trespassando o pó de café. Ela, como boa filha que era, nunca ousava interromper aquele momento de contemplação dele. O bom dia sempre vinha depois do primeiro gole de café do pai. E aquela cena se repetia como oração em casa de religiosos. A religião do seu pai era o barulho do café quente.
Hoje, não o tinha mais. Ele partira dessa para melhor… Ou para pior, vai saber! Mas todos os dias, em plena seis da manhã, ela sabia que o café estaria sendo feito em algum outro plano da existência. Lá estaria, seu pai - cafeteiro de deuses e demônios.

Dona de casa


The color of daylight - Jeffrey T. Larson

Depois de observar as sujeiras do cotidiano da família escorrerem pelo cano da pia, ela estendia as roupas no varal, sentindo o aroma floral do produto de limpeza no ar e o calor do sol na pele. Com as mãos úmidas e os olhos também, lamentava sua solidão quase serviçal. Ninguém ousava aparecer por perto com receio de serem convocados a ajudá-la naquela tarefa. Porém, aquele foi o melhor momento do dia para perceber uma verdade: assim como o vento, que varre o campo, imagina ser dono das verdes gramas e, no entanto, se engana – ela agora bem percebia que, apesar de varrer, lavar e limpar aquela casa, não passava de uma simples dona de casa, sujeita às sujeiras dos donos da casa.

Missão espiritual


Lucy and Camila - Fabian Perez


O esposo de Maria tinha apenas poucos meses de vida. Era difícil encarar que em tão pouco tempo Maria iria perder o amor da sua vida. Sentindo um forte anseio por ter um filho do homem que partiria em breve, ela engravidou. Nove meses foram o tempo que restou de vida do homem e o tempo que daria ao mundo um menino. Um dia antes de a criança nascer, o pai morreu. E no dia em que a criança nasceu, Maria também morreu.
Falecida no parto, Maria recuperou sua consciência no paraíso. Passou a procurar pelo seu marido falecido, uma vez que tinha em mente que iriam se encontrar no céu. Porém, um anjo surgiu para Maria e explicou-lhe: “Você morreu, Maria, porque cumpristes tua missão. Dera continuidade à vida daquele homem com quem se casou, pois, mesmo ele morrendo, foi ressuscitado no corpo do filho que acabara de dar luz. O mundo precisa daquele homem e agora você merece o paraíso”. Maria desfrutou pouco do paraíso, por estar sempre com saudades do seu amor. Compreendeu que missão cumprida nem sempre traz a felicidade.

Aposta



Paul Cezánne

- E ela veio toda prosa pedir para eu parar com meus vícios, para eu saber gastar meu dinheiro com a família...
- Meu amigo, família ingrata essa a sua que só pensa no seu dinheiro. O que? Eles não querem que você seja feliz jogando um baralhozinho?
- Pois é, são uns ingratos mesmo... Penso que não querem minha felicidade. Não percebem o quanto sou feliz jogando baralho com você, meu amig...
- GANHEI! Mas uma vez, ganhei! Passe os duzentos cruzeiros para mim! Não se demore, vá!
Entristecido, o perdedor entregou o dinheiro da aposta. Amigos, amigos; apostas à parte.  E as famílias dos apostadores? Mais à parte ainda!

Herdeiros



The family - Gustav Klimt

Ela era tão feliz: possuía o homem da sua vida e acabara de dar vida a uma criança linda. O homem era tão feliz: acabara de possuir um filho, herdeiro e criatura a quem ele passaria todos os seus conhecimentos. A criança recém-nascida seria infeliz: acabaria entendendo que sua mãe só o colocou no mundo para segurar o marido, e teria que viver debaixo das garras de um pai rígido e inflexível, para quem tudo o que sabia era o correto, nada mais. Seriam esses três mais uma família que pensa ser feliz, carregada de heranças infelizes.

Memória apagada


Netley Hospital - Paul Smyth

Uma pancada na cabeça e foi parar na área de urgência do hospital. Medidas médicas tomadas e o diagnóstico no outro dia apontava que o homem perdera a memória. Entraram em contato com a esposa e os filhos, e estes foram imediatamente se apresentar diante do paciente. Nada. Eram todos estranhos para o acidentado. Mas ainda mais estranho foi o largo sorriso de alívio e satisfação que a mulher e as crianças deram diante da situação. “Obrigada, meu Deus! Finalmente iremos nos livrar desse homem ruim!”. A mulher deixou o número da conta bancário do homem na recepção para que ele pudesse sobreviver dali por diante sem família. Ela esperava que aquela vida recomeçada trouxesse um homem melhor. Já o recomeço dela e de seus filhos estava perfeito demais.

Rotinas quebradas



Room in New York - Edward Hopper

Tanto tempo juntos esgotou o enlace do romance entre eles, aquele gostinho bom da surpresa ao longo do processo de conhecimento mútuo. Agora, conhecendo-se tão bem, já não havia mais nada que os excitassem como antes. Então, um filho parecia bastante conveniente para quebrar o cotidiano. E, como num passe de mágica, tiveram um filho. As experiências de pai e mãe nutriram mais os desafios de casados... Porém, o que eles não haviam pensado antes era o fato de um filho ser para sempre, não como um objeto para sair da rotina, mas como um ser que os forçaria a criar uma rotina fixa.
Com o tempo, perceberam que não nasceram para serem pais. Infelizes, a única solução foi o divórcio. Com cotidianos diferentes, deram ao mundo mais uma criança com pais separados.

Inférteis


In daddy's hands - Mats Eriksson


Casados a mais de vinte anos, nunca tiveram filhos. A princípio, porque queriam curtir o tempo, infinitamente devotados um ao outro. Logo após, porque não se julgavam preparados para educar uma criança. E agora, porque não conseguiam conceber a vida. Passaram a viver uma longa saga pela busca da gravidez. Foram envelhecendo ainda novos. Quem os visse saindo das clínicas de fertilização, perceberia um casal de jovens caducos.
Depois de anos tentando, nasceu uma bela criança. Mas a vitória não fora suficiente para apagar a caduquice que tomou conta do casal. A criança – que não queria nascer – ganhara como pais um casal de velhos desgastados. Um casal infertilizado.

Família do taxista


Side effects for goers - Christopher St. Leger


Seus dias e suas noites eram fadados à direção do táxi. Ganhava o salário pouco que era totalmente destinado a sua família. O tempo ao lado dos filhos era no domingo de tardezinha. Os prazeres da esposa ele tinha de forma muito rápida, sem inovações. A benção do seu velho pai ele apenas conseguia nos poucos almoços que conseguia fazer na sua casa. E, com toda essa distância e brevidade, acabava por se achar sem família. Ele sabia mais dos passageiros do táxi do que dos seus familiares. E quem disse que isso o angustiava? Gostava do trabalho de condutor, conselheiro, ouvinte e informante do clima e pontos turísticos para os viajantes.
Encontrava nos passageiros o perfil de pessoas que queria na sua família: aquele que não espera seu dinheiro, mas sua palavra; que não pede explicações da sua rotina, mas que conta a própria rotina, sem rodeios. Os passageiros eram a sua família... E imagine que família grande ele tinha! Riu e acelerou para passar no sinal que acabara de ficar verde.

Idealizada família


Lyst - Serhiy Reznichenko

Sentou-se para jantar, novamente sozinha. O marido ainda não regressara do trabalho. Os filhos inventavam saídas casuais com amigos. E mesmo se ali estivessem provavelmente permaneceriam longe em mente. Isolada, ela deixou-se levar pelo sentimento de solidão e percebeu os olhos embaçados. Era nesses momentos que recordava o sonho que sempre teve: queria viver apaixonada por sua família, queria curtir os carinhos dos filhos e envolver-se com os prazeres do seu marido. Construiu aquela família, mas o sonho ainda era idealizado.
Nenhuma lágrima foi lançada.  Por força, determinação ou simplesmente por não ter o que fazer para mudar aquela situação, pôs-se a degustar o salpicão. Difícil era permanecer apaixonada por algo que não fazia questão de degustar a vida junto dela.  

A escritora

Evilanne Brandão de Morais. Tecnologia do Blogger.